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30.8.18

O voto: algumas influências e a capacidade de decisão

Ano eleitoral! Para uns, a vibração: Ebaa...Vamos lá! Para outros: Não quero nem saber! É assim mesmo e parece que sempre vai ser assim.
Uns curtem o momento, pedem votos para seus candidatos, expõem suas razões e até "brigam" com aqueles que discordam de seus pensamentos. Outros preferem continuar cobrando de todos e ficando alienados quando o assunto é política. Outros ainda, por acompanharem os últimos fatos que entristecem qualquer nação, deixaram de acreditar e acham que todos os políticos são iguais. Embora, nem sempre seja assim.

Mas as influências que sofremos nas tomadas de decisões podem ter origem no aspecto cultural, social e econômico. Além disso, os familiares e amigos exercem um poder enorme em nossa vida e não são raras as vezes que seguimos a opinião de alguém.

O que não podemos esquecer que nosso sistema político é democrático. E democracia e voto foi algo conquistado após muitos anos de luta.
Os políticos, mais que representar interesses de seus partidos, devem representar os interesses da população. Mas o voto nem sempre seria em defesa daqueles que melhor representariam nossos interesses. É algo mais complexo.

Há estudos que comprovam que a identificação partidária também determina nosso voto e sua estabilidade se observa pela tendência quando a pessoa vota num determinado político e segue votando na próxima eleição, independente da atuação do candidato e da esfera que ocorre (nacional, estadual ou municipal). É aí que se percebe que a socialização política ocorre fortemente. Se consegue manter parceiros fiéis, apesar das mudanças.

E o que pode parecer estranho, não é. Outros fatores que cientistas políticos destacam, são: que na hora de decidir um voto, estão o ambiente, a educação que recebemos e onde fomos criados e consequente, nossas emoções. Além disso, há comprovação que a genética pode estar envolvida, cujo estudo científico publicado, pesquisado em cinco países, onde analisou o comportamento de milhares de eleitores gêmeos, criados juntos, definindo que a atitude política depende 60% do ambiente e 40% dos nossos próprios genes.

Cito a seguir, Hallemi, epidemiologista da U.Sidney ressalta que herdamos partes de como processamos informações, como vemos o mundo e percebemos ameaças. Na sociedade moderna, isso é expressado em atitudes políticas. O que nos leva a entender que num enfrentamento que vimos seguidamente em redes sociais, dificilmente alguém convencerá o outro a mudar ou a concordar com sua atitude política, caso discorde. É o famoso clichê: "enxugar gelo". Além de todo estresse.

Os influenciadores, marqueteiros e a mídia colaboram para que haja uma (mudança de) tendência, que terão efeito junto àqueles que são mais vulneráveis, que estão definitivamente indecisos ou estão resistentes a determinados candidatos.

O importante é que num processo eleitoral que ocorre a cada dois anos estejamos envolvidos de alguma forma. Pois nos é dada a oportunidade de decidirmos e que isso ocorra por nossas convicções. Que seja em busca de algo melhor. Não podemos aceitar uma situação e ficarmos alienados. Que a participação promova o bem coletivo para todos.
Se a política está em descrédito, que nossa capacidade de observação e nossa vontade de vivermos num país melhor, num estado próspero e numa cidade que se preocupa com os seus cidadãos, permaneça no topo.

Tem gente séria na política e há muito o que fazer. É preciso participarmos de alguma forma, escolhermos o que consideramos o melhor e que nossas influências sejam aliadas neste processo.





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